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Simulador de Refinanciamento

Descubra se vale a pena trocar o financiamento atual por outro: quanto a parcela muda, em quanto tempo os custos da troca se pagam e quanto de juros você economiza no total.

BRL
%
anos
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anos
BRL
Economia mensalR$ 319,25
Economia mensalR$ 319,25
Ponto de equilíbrio16 meses (1 ano 4 meses)
Parcela mensal atual
R$ 2.940,34
Nova parcela mensal
R$ 2.621,09
Juros restantes do empréstimo atual
R$ 582.102
Juros do novo empréstimo
R$ 486.327
Economia total após os custos
R$ 90.775
0200 mil400 mil600 milCurrent loanNew loan
  • Juros
  • Custos do refinanciamento

Como usar esta calculadora

  1. Digite o Saldo devedor atual, a Taxa de juros atual e os Anos restantes (não o prazo original).
  2. Informe a proposta que você recebeu: Nova taxa de juros e Prazo do novo empréstimo.
  3. Some os Custos do refinanciamento: todas as tarifas, avaliação, registro e seguros que você paga para fechar a nova operação.
  4. Leia a Economia mensal, o Ponto de equilíbrio em meses e a Economia total após os custos.

Como a comparação é feita

Refinanciar significa trocar o seu saldo devedor por um novo contrato, seja no mesmo banco, seja por portabilidade para outra instituição. O simulador calcula a parcela fixa do contrato atual (com os anos que ainda faltam) e a do novo contrato (com a nova taxa e o novo prazo) e compara as duas.

Meses de equilíbrio = Custos ÷ (Parcela atual − Nova parcela)
  • Custos = soma de tudo que você paga para fazer o refinanciamento
  • Parcela atual = parcela do contrato atual pelo prazo que falta
  • Nova parcela = M = P · i(1 + i)^n / ((1 + i)^n − 1), a fórmula da Tabela Price
  • P = saldo devedor, i = taxa mensal, n = número de meses

O ponto de equilíbrio é o número de meses de economia na parcela necessários para cobrir os custos da troca. A economia total compara os juros que você ainda pagaria em cada contrato, descontando esses custos.

Exemplo: de 11% para 9,5% ao ano com saldo de R$ 300.000

Imagine que você deve R$ 300.000 a 11% ao ano, com 25 anos pela frente, e recebe uma oferta de 9,5% ao ano em 25 anos, com R$ 5.000 de custos. A parcela cai de R$ 2.940,34 para R$ 2.621,09, uma economia de R$ 319,25 por mês, e o ponto de equilíbrio chega em 16 meses.

Os juros que ainda faltam pagar caem de cerca de R$ 582.102 para R$ 486.327. Descontados os R$ 5.000 de custos, a economia total é de aproximadamente R$ 90.775, desde que você mantenha o contrato até o fim.

Olhe o prazo, não só a taxa

Alongar o prazo faz a economia mensal parecer melhor, mas pode custar caro. No mesmo exemplo, a 9,5% em 30 anos a parcela cai para R$ 2.522,56 e o equilíbrio vem em 12 meses, porém os juros sobem para cerca de R$ 608.123 e a economia total fica negativa, em −R$ 31.021.

O contrário também vale. Em 15 anos a parcela sobe para R$ 3.132,67 (o simulador avisa que não há economia mensal), mas os juros restantes caem para cerca de R$ 263.881. Defina se o seu objetivo é aliviar o orçamento ou pagar menos no total, e compare alternativas na calculadora de comparação de empréstimos.

Como decidir

Refinanciar costuma valer a pena quando o ponto de equilíbrio é bem menor do que o tempo em que você pretende manter o contrato. Se você pode vender o imóvel em dois anos, um equilíbrio de 16 meses deixa pouca margem.

Compare também com a alternativa de simplesmente amortizar o contrato atual na calculadora de quitação antecipada e veja como o saldo evolui na calculadora de amortização.

Erros comuns

  • Informar o prazo original em vez dos anos restantes, o que exagera a economia.
  • Financiar os custos dentro do novo saldo e esquecer que eles também rendem juros.
  • Recomeçar um prazo de 30 anos depois de dez anos de pagamento, o que adia a formação do seu patrimônio no imóvel.
  • Comparar só a taxa de juros, sem olhar o Custo Efetivo Total (CET), que inclui tarifas e seguros.
  • Esquecer de pedir ao banco atual a simulação de portabilidade, que pode igualar a oferta da concorrência sem custo de troca.

Premissas e limites

O simulador trata os dois contratos como parcelas fixas pela Tabela Price, com juros constantes. Ele não considera indexadores como a TR ou o IPCA, seguros que variam com o saldo, tarifas diferentes por banco, valor liberado a mais (cash-out) nem o valor do dinheiro no tempo, então o mês de equilíbrio é uma referência, não uma garantia.

Peça ao banco a simulação formal, com o CET e a lista de custos, antes de assinar.

Perguntas frequentes

Quando vale a pena refinanciar?

Quando você vai manter o contrato por bem mais tempo do que o ponto de equilíbrio e as novas condições reduzem a parcela ou o total de juros de acordo com o seu objetivo.

Como se calcula o ponto de equilíbrio?

Divide-se o total de custos do refinanciamento pela economia mensal na parcela, arredondando para cima em meses inteiros.

Refinanciar é a mesma coisa que portabilidade?

Não exatamente. A portabilidade leva o saldo para outro banco, que cobre a oferta de juros menores, e não pode ter tarifa de troca. Já o refinanciamento costuma ser um novo contrato, com custos próprios. Confira as regras no Banco Central.

Quais custos entram no refinanciamento?

Variam por banco e tipo de crédito: avaliação do imóvel, registro, tarifas e seguros. Some o total que consta na proposta.

Devo encurtar o prazo ao refinanciar?

Prazo menor reduz bastante o total de juros, mas aumenta a parcela. Só escolha se a nova parcela couber no orçamento com folga.

Fontes e leitura complementar

Revisado em 10 de outubro de 2026 · Como calculamos