Como usar esta calculadora
- Digite o Depósito inicial e o Aporte mensal.
- Informe a Taxa de juros anual e o número de Anos.
- Escolha a Capitalização: mensal, anual, diária e outras. Para a maior parte das aplicações, mensal serve bem.
- Leia o Saldo futuro, o Total de aportes, os Juros ganhos e a tabela ano a ano.
Como funcionam os juros compostos
Nos juros compostos, os rendimentos de cada período são somados ao capital e passam a render também. Por isso o crescimento acelera: no começo o saldo cresce devagar, e nos últimos anos os juros do período são maiores que os seus aportes.
M = C · (1 + i)^n + A · ((1 + i)^n − 1) / i- M = montante (saldo futuro)
- C = depósito inicial
- A = aporte mensal
- i = taxa mensal equivalente; n = número de meses
A calculadora converte a taxa anual e a frequência de capitalização em uma taxa mensal equivalente, aplica essa taxa ao saldo todo mês e soma o aporte no fim de cada mês.
Exemplo: R$ 10.000 mais R$ 500 por mês a 10,5% ao ano
Em 10 anos, com capitalização mensal, você deposita R$ 70.000 (R$ 10.000 mais 120 aportes de R$ 500) e chega a R$ 133.853,70: os juros respondem por R$ 63.853,70. A taxa efetiva anual dessa conta é de 11,02%, porque a taxa nominal de 10,5% é capitalizada todo mês.
Em 20 anos, os mesmos aportes chegam a R$ 486.171,61, com R$ 130.000 depositados e R$ 356.171,61 de juros. Dobrar o prazo mais que triplica o saldo, o que mostra o peso do tempo.
Taxa, tempo e aporte: o que pesa mais
Com taxa de 8% em vez de 10,5%, os mesmos 10 anos geram R$ 113.669,42, cerca de R$ 20 mil a menos. Sem aportes, só os R$ 10.000 iniciais viram R$ 28.446,30 em 10 anos. Com capitalização anual em vez de mensal, o saldo é de R$ 129.717,04, pois a taxa efetiva é de 10,5%.
Na prática, começar cedo e manter o aporte importam mais do que perseguir uma taxa um pouco maior. Defina um alvo com a calculadora de meta de poupança.
Como usar o resultado
Compare o saldo futuro com o seu objetivo e veja se os aportes bastam. Para comparar duas aplicações com capitalizações diferentes, olhe a taxa efetiva anual, não a nominal: é a mesma lógica da calculadora de taxa efetiva.
Lembre que o resultado é bruto. A inflação corrói o poder de compra, e a calculadora de inflação ajuda a ver o ganho real.
Como fazer o dinheiro render mais
- Comece o quanto antes: o tempo é o fator que mais pesa nos juros compostos.
- Automatize o aporte mensal logo que o salário cair.
- Compare taxas líquidas, depois de taxas de administração e imposto de renda, quando existirem.
- Reinvista os rendimentos em vez de sacar.
- Evite dívidas com juros altos: os mesmos juros compostos trabalham contra você.
Premissas e limites
O cálculo assume taxa constante durante todo o período, aportes sempre iguais, feitos no fim de cada mês, e nenhuma retirada. Não desconta imposto de renda, IOF, taxas de administração nem a inflação. Rendimentos reais variam, e rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.
A taxa digitada deve ser a que o produto realmente paga, por exemplo uma porcentagem do CDI convertida para taxa anual. Consulte o regulamento do produto antes de investir.
Perguntas frequentes
Como calcular juros compostos?
Multiplique o capital por (1 + taxa) elevado ao número de períodos. Com aportes, soma-se o valor futuro de cada um. A calculadora faz tudo isso e mostra a evolução por ano.
Qual a diferença entre juros simples e compostos?
Nos simples, os juros incidem só sobre o capital inicial; nos compostos, incidem também sobre os juros já acumulados. Veja a calculadora de juros simples.
Quanto rendem R$ 500 por mês em 10 anos?
Depende da taxa. A 10,5% ao ano, com R$ 10.000 iniciais, o saldo chega a R$ 133.853,70. Sem depósito inicial o valor é menor; teste na calculadora.
Qual capitalização devo escolher?
Use a capitalização do produto: mensal para a maior parte das aplicações. Se você tem só a taxa efetiva anual, escolha capitalização anual.
O resultado já desconta imposto de renda?
Não. O valor é bruto. Aplicações de renda fixa e variável têm tributação própria, que reduz o ganho líquido.