Como usar esta calculadora
- Digite a Renda bruta mensal (somada à de quem vai financiar junto, se for o caso).
- Informe as Outras parcelas mensais de dívidas e o Dinheiro para a entrada.
- Preencha Taxa de juros (a.a.), Prazo e o Comprometimento máximo da renda, por exemplo 30%.
- Some IPTU, seguro e taxas por mês e leia o Valor do imóvel que você pode comprar.
Como o valor máximo é calculado
A calculadora faz o caminho inverso do financiamento. Primeiro, ela multiplica sua renda bruta pelo comprometimento máximo que você aceita, e subtrai as dívidas atuais: o que sobra é a parcela máxima de moradia. Depois, tira IPTU, seguro e taxas e converte o restante em valor financiável pela fórmula do valor presente da Tabela Price. Por fim, soma a entrada.
Parcela máx. = Renda · limite% − Dívidas − Taxas; Financiamento = Parcela máx. · (1 − (1 + i)^−n) / i; Imóvel = Financiamento + Entrada- i = taxa mensal (taxa anual ÷ 12 ÷ 100)
- n = número de parcelas (anos × 12)
- Taxas = IPTU, seguro e demais cobranças mensais da moradia
Muitos bancos limitam a prestação a uma parte da renda familiar bruta, em torno de 30%, mas o percentual exato varia por instituição e programa; confirme com o seu banco.
Exemplo: renda de R$ 10.000 com R$ 80.000 de entrada
Com renda bruta de R$ 10.000, dívidas de R$ 800 por mês, juros de 11% ao ano, prazo de 30 anos, limite de 30% e R$ 300 de IPTU, seguro e taxas, a parcela máxima de moradia é de R$ 2.200. Descontados os R$ 300, sobram R$ 1.900 para amortização e juros, o que permite financiar até R$ 199.512,06 e comprar um imóvel de cerca de R$ 279.512,06.
Sem as dívidas de R$ 800, a mesma renda comportaria uma parcela de R$ 3.000, financiamento de R$ 283.517,13 e imóvel de R$ 363.517,13. Quitar dívidas antes de financiar muda bastante o resultado.
Prazo, entrada e taxa: qual pesa mais
Estender o prazo de 30 para 35 anos eleva o imóvel possível de R$ 279.512 para só R$ 282.784: o ganho é pequeno porque, nos últimos anos, a parcela quase não amortiza. Já a entrada soma direto ao preço: cada R$ 10.000 a mais de entrada eleva o imóvel possível em R$ 10.000.
A taxa de juros, por sua vez, tem efeito grande: quanto mais alta, menos dívida cabe na mesma parcela. Simule a parcela completa de um imóvel específico no simulador de financiamento imobiliário.
Como usar o resultado
Trate o valor como teto, não como meta. Se a parcela máxima consome quase toda a folga do seu orçamento, escolha um imóvel mais barato. Verifique seu nível de endividamento atual na calculadora de comprometimento de renda.
Lembre que, além da entrada, há custos de ITBI, escritura e registro, que precisam de dinheiro à vista. Eles não estão neste cálculo.
Como aumentar o valor que você consegue financiar
- Quite ou renegocie dívidas com parcelas altas, como cartão e crédito pessoal.
- Some a renda de um cônjuge ou familiar como coproponente, se o banco permitir.
- Aumente a entrada, inclusive com FGTS quando for permitido no seu caso.
- Compare a taxa em vários bancos; uma diferença pequena rende muito em 30 anos.
- Planeje a entrada com a calculadora de meta de poupança.
Premissas e limites
O cálculo usa parcela fixa (Tabela Price) e limite de comprometimento único. Bancos analisam também idade, score, tipo do imóvel, valor máximo de financiamento em relação ao imóvel (cota de financiamento) e regras de programas habitacionais. A ferramenta não calcula esses limites.
Peça a simulação formal e a carta de crédito ao banco para saber o número real.
Perguntas frequentes
Quanto da minha renda pode ir para a parcela do financiamento?
Muitos bancos adotam cerca de 30% da renda bruta como referência, mas isso varia por instituição e programa. Confirme com o seu banco.
Dá para financiar 100% do imóvel?
Em geral não: os bancos financiam uma parte do valor e exigem entrada. A cota máxima depende do banco, do tipo de imóvel e do programa.
Dívidas atrapalham o financiamento?
Sim. As parcelas atuais entram no limite de comprometimento e reduzem a parcela disponível para o imóvel, como mostra o exemplo.
Posso somar a renda de outra pessoa?
Normalmente sim, com coproponente. Some as rendas e as dívidas dos dois no cálculo.
Prazo maior permite financiar bem mais?
Só um pouco. Em prazos longos, a parcela é quase toda juros, então o valor financiável cresce devagar.