Como usar esta calculadora
- Digite a Dívida total a consolidar, a Taxa média atual (a.a.) e a Parcela mensal total atual que você paga hoje.
- Informe as condições do novo empréstimo: Taxa do empréstimo de consolidação, Prazo do empréstimo de consolidação em meses e Tarifa do empréstimo em % do valor.
- Veja a Nova parcela mensal e a Variação da parcela mensal em relação à de hoje.
- Compare Juros das dívidas atuais com Juros e tarifas do novo empréstimo e leia os Juros e tarifas economizados.
Como a comparação é feita
O simulador calcula quanto tempo você levaria para quitar as dívidas pagando o valor atual todo mês, com a taxa média informada, e quantos juros pagaria nesse período. Depois calcula a parcela fixa do novo empréstimo e seus juros, somando a tarifa cobrada.
Economia = Juros das dívidas atuais − (Juros do novo empréstimo + Tarifa)- Juros das dívidas atuais = o total pago até zerar o saldo, pagando a parcela de hoje
- Parcela do novo empréstimo = V · i(1 + i)^n / ((1 + i)^n − 1)
- V = dívida total, i = taxa mensal do novo empréstimo, n = prazo em meses
- Tarifa = percentual do valor, cobrada na contratação
A economia é a diferença entre os juros das dívidas atuais e os juros mais a tarifa do novo contrato. Se a parcela atual não cobre os juros das dívidas, o simulador avisa que o saldo nunca diminui.
Exemplo: R$ 20.000 a 48% ao ano trocados por 30% ao ano
Imagine dívidas de R$ 20.000 a 48% ao ano, pagas com R$ 1.000 por mês: você levaria cerca de 42 meses e pagaria uns R$ 21.036 de juros. Um empréstimo a 30% ao ano em 36 meses, com 2% de tarifa, tem parcela de R$ 866,01, R$ 133,99 menor, e custa R$ 11.176 em juros e tarifa. A economia é de cerca de R$ 9.860.
Com prazo de 24 meses a parcela sobe para R$ 1.140,62 (R$ 140,62 acima da atual), mas a economia chega a R$ 13.661. Com 60 meses a parcela cai para R$ 660,01, mas a economia encolhe para cerca de R$ 1.436.
Como decidir
A parcela menor é atraente, mas o prazo longo é uma armadilha: no exemplo, 60 meses quase anulam o ganho. Compare sempre o total de juros e o Custo Efetivo Total (CET) da proposta, e não apenas a parcela.
Se você quer escolher quais dívidas atacar primeiro sem trocar de contrato, use a calculadora de quitação de dívidas. Para checar o CET real de uma oferta, veja a calculadora de CET.
Opções comuns no Brasil
- Crédito consignado, com taxas menores, para quem tem desconto em folha ou benefício.
- Empréstimo com garantia de imóvel ou veículo, que costuma ter juros menores; veja o simulador de home equity.
- Portabilidade ou renegociação direta com o banco, muitas vezes com desconto na dívida.
- Programas e feirões de renegociação, quando disponíveis, que podem reduzir juros e multas.
Premissas e limites
O simulador usa taxa média constante, parcelas fixas e uma tarifa única, sem IOF, seguros nem multas. Unificar não elimina a dívida: se o hábito de gastar continua, novas dívidas aparecem em cima da nova parcela. Garantias podem custar o imóvel ou o carro em caso de atraso.
Peça a simulação formal com CET e confira cada contrato antes de assinar. Em caso de dúvida, procure um órgão de defesa do consumidor ou o Banco Central.
Perguntas frequentes
Unificar dívidas sempre compensa?
Não. Só compensa se a nova taxa, somada às tarifas, for menor e o prazo não for tão longo a ponto de apagar o ganho.
A parcela menor quer dizer que economizo?
Nem sempre. Um prazo maior reduz a parcela, mas aumenta o total de juros. Compare o total pago.
Qual a taxa média atual?
Some os juros mensais de cada dívida e divida pelo saldo total, ou use uma média ponderada pelos saldos.
Posso usar um empréstimo com garantia?
Sim, geralmente com juros menores, mas você arrisca perder o bem dado em garantia se não pagar.
Vale negociar antes de pegar um novo empréstimo?
Sim. Renegociar direto com o credor pode reduzir juros e multas sem criar um contrato novo.